Filosofia e filosofias: existência e sentidos
"Se por liberdade se entende a possibilidade de "fazer o que bem se entende" (ser causa de todas as ações e definir por conta própria o objetivo de todas elas), então os indivíduos não são livres. Uma rápida observação da vida cotidiana basta para fazer ver que ninguém é dotado dessa liberdade nem no plano histórico ou social nem no plano físico-biológico. Se, ainda, se entende por liberdade a possibilidade de escolher entre uma coisa e outra (ou entre várias coisas), então também os indivíduos talvez não sejam livres; afinal, as opções dadas os tornam limitados (não são eles que criam essas opções) e os obrigam a escolher uma delas. A essa liberdade de escolha dá-se o nome de livre-arbítrio , concepção extremamente frágil e amplamente criticada por diferentes filósofos. (...) um novo significado para a ideia de liberdade, mais amplo e mais real, [é] o da possibilidade de operar racionalmente com as paixões. A esse sentido da liberdade, [diferentes] pensadores chamarão ...