Muitas obras de ficção científica, bem como algumas previsões feitas por tecnólogos e futurólogos sérios, prevêem que, no futuro, haverá uma enorme capacidade computacional disponível. Suponhamos, por um momento, que essas previsões estejam corretas. Uma coisa que as gerações futuras poderiam fazer com seus computadores superpotentes seria executar simulações detalhadas de seus antepassados ou de pessoas semelhantes a eles. Como seus computadores seriam tão potentes, eles poderiam executar um grande número dessas simulações. Suponha que essas pessoas simuladas sejam conscientes (como seriam se as simulações fossem suficientemente detalhadas e se uma certa posição amplamente aceita na filosofia da mente estivesse correta). Então, poderia ser o caso de que a grande maioria das mentes como as nossas não pertença à raça original, mas sim a pessoas simuladas pelos descendentes avançados de uma raça original. É então possível argumentar que, se fosse esse o caso, seria racional pensar que pr...
"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada...
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